O “UFF nas Ruas” é um projeto de extensão universitária e de assessoria popular, que conta com diversos grupos de trabalho, abordando questões sobre trabalhadores ambulantes, familiares de pessoas presas, população LGBTQI+, religiões de matrizes africanas e pessoas em situação de rua.
A realização do webinário “Prisão, Direitos e Coronavírus” é iniciativa do projeto de extensão, e vem tratando sobre temas como necropolítica, operações policiais, criminalização do funk, mídia, acesso à educação e saúde, voltados para o espectro da população negra, que continua a ser o maior alvo do sistema de justiça e das desigualdades exacerbadas pela pandemia.
Na próxima quarta-feira, 15 de julho, das 19 às 21 horas, ocorre o próximo painel, intitulado “Acesso à educação intra e extramuros em tempos de pandemia”. As inscrições para recebimento de certificados de horas complementares ainda estão abertas, e podem ser feitas através de formulário próprio, que você pode acessar clicando aqui. Não é necessária a inscrição para acompanhar os debates, pois o acesso é aberto a todos, com transmissões realizadas pelo canal do grupo “UFF nas Ruas”, no Youtube.
Os encontros virtuais começaram no dia 10 de junho e acontecem até o dia 22 de julho. Ao acessar o canal do Youtube do projeto, é possível assistir às transmissões anteriores, com conteúdo essencial para compreender e repensar as engrenagens das problemáticas de gênero, raça e do sistema capitalista, através dos debates levantados por participantes dos grupos de trabalho e convidados.
Discutir sobre o tratamento desigual do sistema de justiça e das instituições policiais em relação a população negra é fundamental. Toda a sociedade precisa ter ciência dessas questões, e a população branca, especialmente, precisa refletir sobre os seus privilégios para combater e extinguir o racismo da sociedade.
Fonte: Instagram do UFF nas Ruas
O Departamento de Segurança Pública, da Universidade Federal Fluminense, através de seus grupos de pesquisa vinculados, iniciou o projeto de extensão “Políticas Públicas e Segurança Pública em Debate” no mês de junho, abordando assuntos diversos, que se relacionam à temática que dá o nome ao projeto.
O debate da próxima quarta-feira, 15 de julho, das 17 às 19 horas, é sobre cidadania em tempos de Covid-19, e a discussão será conduzida pelas professoras doutoras Luciane Patrício Barbosa Martins e Ludmila Rodrigues Antunes, ambas vinculadas ao Departamento de Segurança Pública.
A professora Luciane Patrício é doutora em Antropologia pela Universidade Federal Fluminense (UFF), chefe da Coordenação de Inovação e Tecnologias Sociais, da Agência de Inovação da UFF, além de pesquisadora na área de Segurança Pública e Justiça Criminal. A professora Ludmila Rodrigues é doutora em Ciências Econômicas pela Universidade Estadual de Campinas (Unicamp), colabora com a Coordenação de Inovação e Tecnologias Sociais, da Agência de Inovação da UFF, e é pesquisadora na área de Políticas Públicas, Participação Social e Movimentos Sociais.
Para assistir à transmissão ao vivo, de forma gratuita e com livre acesso, basta apenas acessar o canal do Núcleo de Estudos em Conflito e Sociedade (NECSo), onde encontra também os debates já realizados, relacionados à temática de Segurança Pública e Políticas Públicas, que englobam os temas tratados nos grupos de pesquisa, como música, controle penal, polícia, drogas, tecnologias sociais, e muitos outros. É uma ótima oportunidade para adquirir conhecimento científico e de qualidade!
Fonte: Instagram do NECSo
A era da informação e comunicação já é vivida há alguns anos. Em 2020, com a chegada da pandemia e a transformação da rotina da população, o uso de tecnologias digitais tem se intensificado e se tornou a fonte primária de acesso ao conhecimento. Redes sociais, como Facebook e Instagram, crescem em números de pessoas e conteúdo, assim como o Youtube cresce em vídeos e visualizações.
A partir dessa modificação das dinâmicas humanas, é preciso também modificar as formas de atuação profissional, e muitas instituições estão se adequando ao não tão novo modelo, mas agora muito mais utilizado. O INCT-InEAC é uma delas.
O Instituto Nacional de Ciência e Tecnologia – Instituto de Estudos Comparados em Administração de Conflitos (INCT-InEAC) já realiza diversos eventos acadêmicos ao longo de sua existência, relacionados às áreas da Antropologia, Direito, Segurança Pública e outras ligadas às ciências humanas e sociais, utilizando dos recursos da câmera para registrar esses momentos. Com a realização de congressos, palestras e seminários, além do público presente, os eventos são também transmitidos para o público virtual.
Com essas transmissões, o instituto coleciona vasto catálogo de eventos acadêmicos registrados em seu canal do Youtube. Aliada ao conhecimento adquirido através de livros e artigos, as palestras podem ser uma fonte de conhecimento com dados novos e recentes de pesquisas que estão acontecendo, além de aproximar o pesquisador-palestrante dos estudantes.
Um de seus conjuntos de vídeos trata do 2º Encontro de Núcleos de Pesquisa em Antropologia, realizado em 2019 e organizado pelos estudantes do curso de graduação em Antropologia da UFF, no âmbito do Centro Acadêmico de Antropologia (CANTRO) e apoio do Instituto de Ciências Humanas e Filosofia (ICHF/UFF).
Sob o tema “Quais as contribuições da antropologia nas sociedades?”, foram apresentadas trajetórias de pesquisas realizadas nos núcleos vinculados ao ICHF e o conhecimento científico trabalhado entre os pesquisadores e alunos da UFF. É possível relembrar o evento assistindo aos vídeos registrados e disponibilizados no canal do InEAC, que mais uma vez mostra o quanto é importante a existência do ensino público e universitário de qualidade.
Para assistir o primeiro dia de evento, basta clicar aqui, e para o segundo dia do evento, basta clicar aqui. Fonte: Canal do Youtube do InEAC
A educação do campo aliada à educação popular é fundamental para fazer o homem compreender que é parte do meio ambiente e que deve saber como manejá-lo sem levá-lo à destruição. A partir da ressignificação de um terreno sem uso, unindo o conhecimento da educação do campo, agroecologia e permacultura, surge o projeto “Tecnologias Socioagroecológicas: Construindo territórios saudáveis com educação do campo”.
Com coordenação do professor Dr. Leonardo Gama Campos, do Departamento de Ciências Humanas, do Instituto do Noroeste Fluminense de Educação Superior (INFES), campus da UFF em Santo Antônio de Pádua, município do Rio de Janeiro, começa a ser dada nova forma ao terreno anexado ao campus, de propriedade da universidade em conjunto com a prefeitura.
A ideia é sair dos moldes da sala de aula pasteurizada para uma sala de aula viva, feita por alunos, professores e meio ambiente, que depois da renovação conta com mais de 60 espécies de fauna e flora. No local, os alunos trabalham com os conceitos da permacultura e da agroecologia, construindo um espaço ecológico, cultivando permanentemente as espécies do local e do ambiente como meio social e de produção alimentar.
O projeto, idealizado a partir dos estudos do Núcleo de Ensino, Pesquisa e Extensão em Território, Ambiente e Agroecologia – NUTAGRO, é criado como uma iniciativa do laboratório vivo “Território de Experiências Interdisciplinares Agroecológicas – TEIA”. A ideia é mobilizar a comunidade para a educação popular do campo, ensinando e praticando a produção alimentar, plantio de árvores, gestão de resíduos e tudo que a engloba.
A renovação do terreno atrai a comunidade externa, que faz com que a educação popular e a universidade atinjam o objetivo de ultrapassar os muros. A comunidade interna de funcionários também participa ativamente, passando seus ensinamentos e seu saber local sobre ervas, frutas e jardinagem, por exemplo.
Os ensinamentos da educação ambiental e rural, agroecologia e permacultura são passados de forma mais humanizada, a partir de uma sala de aula viva, livre e natural, com envolvimento e desenvolvimento humano, além de sócio-diversidade, que possibilita uma intensa troca de saberes entre as pessoas atraídas pelo projeto e os alunos e professores da UFF.A experiência de tecnologia social “Tecnologias Socioagroecológicas: Construindo territórios saudáveis com educação do campo” faz parte do Catálogo de Tecnologias Sociais de 2019, que você pode ler na íntegra aqui. E para conhecer mais sobre o trabalho que temos desenvolvido na Coordenação de Inovação e Tecnologias Sociais, acesse aqui.
Crianças e adolescentes muitas vezes são vistos apenas como receptores de mensagens, como se não pudessem também ser os produtores e donos de suas próprias ideias. Pensando nisso, surge o Mídias na Escola, que através da metodologia de pesquisa-ação oferece espaço para que crianças de escolas públicas, localizadas em zonas de risco, aprendam sobre educação midiática de forma inovadora.
Coordenado pela doutoranda Lumárya Sousa, do Programa de Pós-Graduação em Comunicação (PPGCOM) da UFF, no campus de Niterói, o projeto “Mídias na Escola” conta com equipe multidisciplinar, trazendo olhares da Antropologia, Cinema e Estudos de Mídia, através de oficinas de massinha, animação, autorretrato, criação de roteiro e filme, rodas de conversa, entre outros, para construir o poder da imagem e criatividade na criança e no adolescente.
É levado em consideração o Projeto Político-Pedagógico (PPP) da escola, sendo levantado o tema do audiovisual e a ideia de trabalhar a câmera como um super poder, utilizando materiais didáticos da escola e ferramentas que estejam à mão, como o celular dos próprios professores ou dos alunos, mostrando que os alunos também podem ser o “pessoal da mídia”.
A escolha por escolas da rede pública, localizadas em zonas de risco, se dá por quase sempre esses territórios serem invisíveis aos olhos de outros projetos ou ações. As crianças e adolescentes vivem uma realidade diferente, tendo contato com a violência e a criminalidade desde muito cedo, e a existência de projetos de fomento à educação e ao desenvolvimento cultural pode ser um grande divisor de águas no futuro.
Incentivando o pensamento crítico, a autonomia, a descontração no aprendizado e a demonstração de que é possível ensinar sobre cinema e mídia com poucos recursos, o projeto “Mídias na Escola” une o conhecimento acadêmico ao conhecimento local, dos professores e alunos, e mostra a importância do incentivo à educação transformadora de crianças e adolescentes.
Você pode acompanhar o trabalho do projeto seguindo-os no facebook ou no instagram. A experiência de tecnologia social “Mídias na Escola” faz parte do Catálogo de Tecnologias Sociais de 2019, que você pode ler na íntegra aqui. E para conhecer mais sobre o trabalho que temos desenvolvido na Coordenação de Inovação e Tecnologias Sociais, acesse aqui
A Fundação Oswaldo Cruz (Fiocruz), a Universidade Federal da Bahia (UFBA) e o Centro de Integração de Dados e Conhecimentos para Saúde (Cidacs), se uniram em parceria para criar a Rede CoVida – Ciência, Informação e Solidariedade, um projeto científico e multidisciplinar que visa informar as autoridades e a população em geral sobre o covid-19.
Como uma das diversas iniciativas tomadas pela rede, foi elaborado um documento que levanta dados e informações sobre os efeitos da pandemia na educação brasileira, convidando aos leitores que reflitam sobre essa nova situação vivida por todos.
A educação, em todo mundo, foi um dos primeiros setores afetados no início da pandemia do coronavírus, com aulas sendo canceladas e posteriormente transferidas para a modalidade online, de ensino à distância, principalmente em escolares particulares. Essa questão pode ser um dos indicadores de alargamento de desigualdades no ensino, com escolas públicas ficando para trás, pensando no contexto brasileiro.
O material foi preparado por Osvaldo Barreto, professor aposentado da UFBA, Marcio Natividade, professor adjunto da UFBA, Jane Guimarães, professora adjunta da UFSB, e Erika Aragão, professora adjunta da UFBA, com colaboração do Grupo de Impactos Sociais e Distributivos Rede CoVida, com coordenação da professora Dra. Erika Aragão.
Para ler o texto na íntegra, é preciso acessar o portal da Rede CoVida e baixar o documento, que está em formato pdf.
E lembre-se: se puder, fique em casa, e ajude a salvar vidas!
Fonte: Portal da Rede CoVida
Quando vamos ao mercado, escolhemos o produto na prateleira e levamos pra casa, normalmente não pensamos de onde ele veio e como foi feito. A proposta da experiência “Feira Agroecológica da Rede Raízes na Terra” é reconectar esses dois mundos e aproximar o produtor da população e de outros produtores.
Sob a premissa do cooperativismo e da economia solidária, a InTECSOL, Incubadora Tecnológica de Empreendimentos de Economia Solidária do Médio Paraíba, visa o fomento de empreendimentos sociais, como a feira, coordenada pelo aluno Pedro Paulo Souza da Silva, que é Educador Popular, membro da InTECSOL e graduando em Ciências Contábeis, pela UFF de Volta Redonda.
A feira funciona no sistema de bancada única, onde todos os empreendimentos sociais dos agricultores dispõem seus produtos, a serem vendidos sem distinção. O sistema faz parte da organização autogestionária incentivada pela incubadora, de forma que os produtores possam se organizar entre eles, para que todos tenham o melhor convívio e consigam administrar seus conflitos.
Realizada no campus da UFF de Volta Redonda, a feira promove uma maior visibilidade para os produtores e a circulação da comunidade do entorno da UFF em seu interior. Com esse contato, os produtores valorizam a transmissão do saber popular às pessoas que compram os seus produtos e conseguem retirar de cena a figura do atravessador, que seria a pessoa que compra do agricultor e revende para o consumidor. Dessa forma, a geração de renda vai das mãos da população para o agricultor e ele consegue devolver com produtos agroecológicos.
A existência da feira promove o empoderamento dos produtores, que compreendem a importância de seu trabalho para a sociedade, a rastreabilidade do alimento que chega na mesa das famílias, a geração de renda para famílias agricultoras e a autonomia aos empreendimentos sociais, para que em algum momento possam andar com as próprias pernas, cumprindo o papel da incubadora.
A experiência de tecnologia social “Feira Agroecológica da Rede Raízes na Terra” faz parte do Catálogo de Tecnologias Sociais de 2019, que você pode ler na íntegra aqui. E para conhecer mais sobre o trabalho que temos desenvolvido na Coordenação de Inovação e Tecnologias Sociais, acesse aqui.
Unindo a universidade à comunidade do bairro do Retiro, em Angra dos Reis, a experiência de tecnologia social “Bacia Escola – Núcleo Comunitário de Sustentabilidade” tem como objetivo a realização de pesquisas científicas, atividades de educação ambiental e gestão participativa no sistema hidrográfico local.
Com coordenação do professor Dr. Anderson Sato, do departamento de Geografia e Políticas Públicas, do Instituto de Educação de Angra dos Reis (UFF), o projeto começou pela realização de estudos sobre a água ofertada no local e o saneamento da comunidade. A partir disso, coletaram dados que a própria Administração Pública ainda não tinha.
A participação da comunidade com os trabalhos feitos era primordial, para que pudessem levantar as suas demandas e vivências. Com o projeto, até mesmo a associação de moradores teve um fortalecimento e caminho para a sua regularização, o que facilita no momento de requerer melhores auxílios das instituições públicas.
São realizadas reuniões com os moradores, momento no qual são levantadas as questões do bairro e que pode ser feita a conscientização dos moradores, a respeito de questões de sustentabilidade, e em contrapartida, os moradores são guiados em aulas-passeio dentro da universidade, para que a troca seja mútua.
O modelo criado pela “Bacia Escola” pode ser replicável em outros contextos, para que se conheça melhor as bacias hidrográficas de cada lugar e para que possam ser considerados outros fatores, específicos de cada local. Entender o conhecimento científico levado pela universidade dentro do local do objeto de estudo, o bairro do Retiro, é tão importante quanto a valorização do saber local, da população que vive na comunidade e entende, nas práticas, as suas demandas.
A experiência de tecnologia social “Bacia Escola – Núcleo Comunitário de Sustentabilidade” faz parte do Catálogo de Tecnologias Sociais de 2019, que você pode ler na íntegra aqui. E para conhecer mais sobre o trabalho que temos desenvolvido na Coordenação de Inovação e Tecnologias Sociais, acesse aqui.
Na dica de leitura de hoje, trazemos o livro “Guia da Propriedade Intelectual para Empreendedores”, de autoria do professor Dr. Gabriel Marcuzzo, do departamento de Empreendedorismo e Gestão da UFF, que também é coordenador da experiência de tecnologia social “Escritório de Atendimento ao Empreendedor”.
O guia tem a função de auxiliar os empreendedores a compreenderem as diferentes modalidades da Propriedade Intelectual (PI), que aparecem na forma de marcas, patentes, direitos autorais e desenhos industriais, e que podem parecer de difícil compreensão. Dominar essas categorias se mostra importante para a implementação de um novo negócio, e é a partir de uma linguagem fácil e acessível que o guia pretende descomplicar a PI.
O professor Dr. Gabriel Marcuzzo, autor do guia, possui experiência como pesquisador em Propriedade Industrial no Instituto Nacional da Propriedade Industrial (INPI), assim como em empresas nas áreas de Inovação, Tecnologia da Informação, Gestão de Riscos e Análise de Negócios, além da vasta experiência acadêmica, nacional e internacional. Além disso, coordena a experiência do Escritório de Atendimento do Empreendedor, que se desdobrou no inovador Ajuda MEI, startup acadêmica que visa o auxílio ao microempreendedor individual, através de atendimento online e transferência de conhecimento.
Para ter acesso gratuito à publicação, é preciso acessar o site da Amazon, onde o guia está disponível no formato de eBook Kindle. Realizado o acesso, é preciso fazer o download em seu smartphone do aplicativo Kindle, disponível para Android e iOS. Após realizar o download e cadastro através de e-mail e senha, o livro fica disponível para leitura gratuita pelo aplicativo, diretamente em seu celular.
A acessibilidade é um tema falado e estudado há muito tempo, assim como a importância de sua aplicação na prática. Da mesma forma é a audiodescrição, que funciona como um recurso à acessibilidade de pessoas com deficiência. Entendendo a importância da temática surge o projeto “Nada sobre nós, sem nós: uma proposta de audiodescrição com consultoria continuada para pessoas cegas”.
A experiência de tecnologia social é coordenada pelo aluno Kerllon Lucas Gomes, do bacharelado em Cinema e Audiovisual, com orientação da professora Drª Dagmar de Mello. O projeto surge a partir de uma vivência em sala de aula, na qual Kerllon e mais três pessoas começaram a pensar em uma criação de conteúdo, surgindo o tema da audiodescrição nesse momento.
Realizar audiodescrição significa adicionar uma narrativa a um trabalho audiovisual, um filme, por exemplo, para que uma pessoa com deficiência possa ter a própria experiência do material que está assistindo. A partir do trabalho realizado, o coordenador percebe que a maior parte das audiodescrições não são feitas de forma satisfatória, e parte daí a sua motivação.
Uma das partes mais importantes do processo, se não a parte mais importante, é a existência de consultores cegos capacitados tecnicamente para o processo de audiodescrição, e isso quase sempre não é visto, de acordo com as percepções e pesquisas realizadas pelo aluno. Com isso, são chamados dois consultores com essas características, que fazem com que o processo da audiodescrição proposto por Kerllon comece a tomar a forma mais justa.
É um desafio para a pessoa vidente, aquela que enxerga, segundo categoria utilizada pelo coordenador, audiodescrever uma imagem que pode passar despercebida pelos olhos. A pessoa com deficiência visual e a pessoa cega pode não precisar que seja audiodescrita uma cena com um copo sendo completado por água, porque é possível ouvir, mas pode ser necessária a audiodescrição de outra cena, que uma pessoa vidente pode não ter a sensibilidade de compreender que é importante.
Levar a acessibilidade da indústria audiovisual para as pessoas é também levar a experiência completa de assistir a um filme. Compreender a importância da técnica da audiodescrição é imprescindível para que seja feito e entregue um trabalho justo, inclusivo e que leve cultura a pessoas com deficiência visual e cegas. A consultoria continuada com pessoas cegas é fundamental para o processo da audiodescrição, pois leva em consideração o saber local do público-alvo e as suas próprias demandas, para que seja, de fato, o nada sobre nós, sem nós.
A experiência de tecnologia social “Nada sobre nós, sem nós: uma proposta de audiodescrição com consultoria continuada para pessoas cegas” faz parte do Catálogo de Tecnologias Sociais de 2019, que você pode ler na íntegra aqui. E para conhecer mais sobre o trabalho que temos desenvolvido na Coordenação de Inovação e Tecnologias Sociais, acesse aqui.